Mico
  A ficha do bicho 
Nome Popular
Mico-leão-de-cara-dourada 
Nome Científico
Leontopithecus chrysolemas 
Hábitat 
Mata atlântica do Sul da Bahia
Quanto mede
Meio metro, mais de trinta centímetros de rabo
Quanto pesa
800 gramas
O que come
Frutas, goma, néctar, insetos
Filhotes
Um, raramente dois, 134 dias de gestação

  Mico-leão-de-cara-dourada  é o que ocorre menor risco, porque se adaptou às áreas exploradas pelo homem, procria bem em cativeiro- um censo registrou 472 macaquinhos desse vivendo em 47 zoológicos- e porque ainda há mais de 1000 desses micos na mata Atlântica da Bahia e numa ponta de território mineiro. O problema é que, com a destruição da mata, há grupos de micos isolados e iso é mau porque aumenta a consangüinidade.
   A preservação do 
Mico-leão-de-cara-dourada   deve muito à "cabruca", plantio de cacau no meio da floresta, porque o cacau não aceita insolação direta. Com a preservação das árvores o macaquinho também se salvou. Já a criação em cativeiro cresceu a partir de 1983, quando ONGs devolveram muitos micros contrabandeados para a Europa, que hoje vivem na Reserva Biológica de Una.
   Esse mico tem uma dieta com 80% de frutas, 10% de néctar e 10% de goma, isto é, resina cuja saída ele consegue furando a casca das árvores. É para comer goma que a fêmea deixa o filho nas costas do pai ou dos filhos mais velhos, que assim aprendem a cuidar da ninhada. Isso é necessário porque entre os
Mico-leão-de-cara-dourada o comportamento maternal não é instintivo, mas aprendido, e fêmea que quando jovem não cuidou dos irmãos não dá uma boa mãe.