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Parque Estadual do Ibitipoca
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"(...) os escravos, antigamente, aproveitavam essa vantajosa situação e faziam dessa furna magnífico esconderijo onde podiam bem resistir á furia dos barbaros senhores". (...) Semelhante ao que se passa nas grutas calcáreas, as paredes da furna são forradas de uma camada de 1 a 2 centimetros de espessura em alguns pontos, em outros mais grossa, onde predomina uma argilla alva proveniente do "cimento" do grês."
fotos: A.C. Nummer |
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Vegetação
"Não existe geralmente tão grande variedade de vegetação em terreno argiloso quanto entre rochedos."O tipo de vegetação endêmica Campos Rupestres, com diferentes graus com as adjacências regionais, constitui a maior extensão de vegetação Vanillosmopsis do Parque. |
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Os
anfíbios, além das matas, ou próximos a elas, se abrigam e se reproduzem na Lagoa Seca,
principalmente no período úmido. Os répteis, como lagartos e cobras (no caso de Crotalus sp) vivem principalmente por entre as rochas dos campos arbustivos e altimontanos, ou também pelas matas (a exemplo de cobras: Bothrops sp, e Crotalus sp). |
A paisagem é fortemente influenciada pelas Velloziaceae ("canelas de ema"), Orquidaceae, Bromeliaceae, Eriocaulaceae ("sempre vivas"), Cactaceae e um gênero arbustivo dominante de Compositae: Vanillosmopsis, popularmente conhecida como candeia. --As famílias melhor distribuídas, de modo geral, nos Campos Rupestres do Parque, são Gramineae, Compositae, Orchidaceae, Melastomataceae, Velloziaceae, Asclepiadaceae, Myrsinaceae, Polypodiaceae, Bromeliaceae, Rubiaceae, Euphorbiaceae, Eriocaulaceae e Ericaceae. --Ocorrem campos graminosos em áreas de solos litólicos mais rasos e com deficiência hídrica sazonal elevada (devido às características do solo e climáticas), e mais herbáceos em solos litólicos desenvolvidos em áreas concavizadas (cabeceiras de drenagem e tetos de grutas) ou em topos horizontalizados e alongados. Nestes últimos podem ocorrer pequenos arbustos esparsos ou em pequenos grupos com pouca diversidade de espécies em cada grupo. --Além dos Campos Rupestres, o Parque abriga uma área de mata ombrófila, conhecida como Mata Grande, contendo principalmente gêneros de Rubiaceae, Lauraceae, Myrtaceae, Euphorbiaceae, Nyctaginaceae, Melastomataceae, Annonaceae, Palmae, Apocynaceae e Monimiaceae (M. A. L. FONTES, 1996). --O Parque apresenta uma sucessão fisionomias de vegetação que são controladas por diferentes fatores ambientais. Para cada tipo, um fator é mais determinante na distribuição que outro, mas no geral, o relevo e as potencialidades que suas formas oferecem para o desenvolvimento de solos e escassez hídrica, constituem-se nos fatores que mais controlam a distribuição da vegetação. |
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Última atualização:02 de Agosto 2000